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Fundação Oswaldo Cruz
Terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
 

Curso colaborativo entre Harvard e Fiocruz reúne pesquisadores em Salvador

Termina nesta quinta-feira (22/1) a segunda edição do curso Harvard-Brasil. Promovido pela Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard (HSPH) e pela Fiocruz Bahia, e com o apoio do Programa de Estudos do Brasil do Centro David Rockefeller de Estudos Latino-Americanos, da mesma instituição, o curso reúne em Salvador especialistas brasileiros e americanos, que utilizaram o encontro para aprofundar a discussão sobre a distribuição e os determinantes sociais das doenças infecciosas no Brasil. Um grupo de 30 alunos, sendo 15 da HSPH e 15 do Brasil, foi selecionado no ano passado e terá a oportunidade de desenvolver projetos nesta área. Harvard é considerada a mais importante universidade do mundo. O novo presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, participará do encerramento do curso.

 O grupo foi a um bairro da periferia de Salvador conhecer as condições de saúde da população
O grupo foi a um bairro da periferia de Salvador conhecer as condições de saúde da população

Centrado no estudo de diversas doenças infecciosas, a exemplo da dengue, esquistossomose, leishmaniose, leptospirose e HIV/Aids, o curso tem, entre seus objetivos, a análise crítica de fatores socioeconômicos e ambientais que estão associados com a alta prevalência e a distribuição geográfica destas doenças, além de procurar identificar as características da população, seu estado nutricional, imunidade e co-morbidades, o grau de exposição assim como o impacto desses fatores sobre morbidade e mortalidade. Segundo o diretor da Fiocruz Bahia, Mitermayer Galvão dos Reis, um dos seus organizadores, o curso também fortalece a colaboração acadêmica entre as instituições envolvidas, abrindo possibilidade de realização de projetos entre HSPH e a Fiocruz.

Para atingir estes objetivos, os 30 alunos foram divididos em cinco equipes; três em Salvador (dengue, leptospirose e HIV/Aids) e duas em Jiquiriçá (esquistossomose e leishmaniose); e deverão desenvolver uma proposta de investigação específica, que possa reduzir ou controlar a doença estudada, sob coordenação de um professor. As dez aulas teóricas incluem o seguintes temas: determinantes sociais da saúde, políticas de saúde, Aids no Brasil, estatística, dengue, leptospirose, esquistossomose, direitos humanos e modelos matemáticos. A equipe de professor inclui nomes como Mary E. Wilson e John R. David, da Harvard, e Jackson M. L. Costa e Eduardo Massad do Brasil, além de integrantes da Fiocruz.

 Em Jiquiriçá os alunos vão desenvolver propostas contra esquistossomose e leishmaniose
Em Jiquiriçá os alunos vão desenvolver propostas contra esquistossomose e leishmaniose

Sobre Harvard

Uma eleição em 2005, feita pelo jornal londrino The Times, apontou Harvard como a mais importante universidade do mundo. A lista foi feita por meio de uma pesquisa com 2.375 acadêmicos do mundo inteiro, segundo a análise de disciplinas combinada com detalhes como o número de vezes em que os trabalhos de pesquisa são publicados, a relação entre professores e estudantes e o número de estudantes e professores estrangeiros. Em segundo lugar, apareceu o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), enquanto respeitadas universidades britânicas como Cambridge e Oxford foram superadas pelas rivais americanas Stanford e Berkeley, na terceira e quarta posições, respectivamente.

Harvard também figura entre as mais ricas universidades dos Estados Unidos, tendo formado boa parte dos dirigentes do país na área empresarial e pública. A eleição foi feita por meio de uma pesquisa com 2.375 acadêmicos do mundo inteiro, segundo a análise de disciplinas combinada com detalhes como o número de vezes em que os trabalhos de pesquisa são publicados, a relação entre professores e estudantes e o número de alunos e mestres estrangeiros.

Publicado em 21/1/2009.

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